Nova liga metálica pode revolucionar as próteses

Créditos na imagem: Clínica pardinas

Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre o titânio. Seu uso pode variar desde ligas para aviões até implantes dentários. Justamente na área médica o metal ganha destaque, devido ao seu amplo uso em articulações artificiais no joelho e quadril que se deve a uma série de características como sua força e sua baixa toxicidade. Isso se deve ao titânio ser um dos poucos metais sobre o qual o osso humano é capaz de crescer entorno, permitindo que seja amplamente utilizado na medicina e odontologia.

Porém, uma prótese de titânio de um joelho, por exemplo, pode durar apenas de 10 a 15 anos, até precisarem ser substituídas novamente. Felizmente, uma equipe de cientistas da Universidade Rice nos Estados Unidos, liderada por Emilia Morosan, parece ter acabado com esse problema. Eles desenvolveram uma nova liga de metal, feita da mistura entre titânio e ouro que pode levar a uma revolução na área.

Chamada β-Ti3Au, a liga tem uma proporção de titânio e ouro de 3 para 1. Seus átomos estão em uma estrutura cristalina cúbica. Emília e sua equipe foram os primeiros a documentar seu uso potencial na área médica.

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Representação da estrutura cristalina do Beta-Ti3Au (Crédito: Science News)

 

 

A liga é descrita como sendo quatro vezes mais forte do que o titânio puro e poderia ser usado em conjunto com tecido vivo com a vantagem de a liga permitir implantes mais duradouros e impactando diretamente em até 70 por cento menos de titânio puro sendo usado na área, observaram os em sua publicação realizada na revista Science Advances. Além de aplicações biomédicas, a liga ainda poderia ter usos em perfurações, artigos esportivos, e muito mais.

Referências: Science

Sobre o Autor - Mário

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