Pesquisa espacial ajuda pacientes na terra com problemas de baixa pressão arterial.

Já se levantou muito rápido e viu estrelas? Os desmaios causados pela baixa pressão arterial podem ser perigosos para os astronautas e para algumas pessoas aqui na terra. Os pesquisadores do UT Southwestern Medical Center estão publicando pesquisas feitas com astronautas relacionadas ao coração que nos ajudam a entender o problema da baixa pressão arterial.

O estudo é o primeiro a analisar esta condição – chamada intolerância ortostática – quando os astronautas retornam para suas casas e para suas atividades diárias. Os pesquisadores descobriram que o regime de exercícios durante os vôos espaciais, seguidos de injeções salinas após o desembarque, foram suficientes para evitar que o problema ocorra.

O cardiologista Dr. Benjamin Levine liderou o estudo e trabalhou na pesquisa por três décadas. Dr. Levine é professor de Medicina Interna na UT Southwestern e diretor do Instituto de Exercícios e Medicina Ambiental, uma colaboração entre a UT Southwestern e o Texas Health Presbyterian Hospital Dallas.

“Fazer uma hora ou mais de exercício diário foi suficiente para prevenir a perda de músculo cardíaco, e quando foi combinado com uma hidratação adequada, o problema foi totalmente evitado”, disse o Dr. Levine. “Esperávamos ver até dois terços da equipe de astronautas desmaiar. Em vez disso, ninguém desmaiou.”

Os pesquisadores usaram uma ferramenta incomum, um pequeno medidor de pressão arterial no dedo de cada astronauta para medir a pressão arterial e batimentos cardíacos. Essas medidas foram realizadas durante vários períodos de 24 horas antes, durante e após seis meses de vôos espaciais. Doze astronautas estavam envolvidos, oito homens e quatro mulheres

Uma condição similar também é diagnosticada em pacientes como a Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática (POTS), que é predominantemente encontrada em mulheres. A tontura que ela causa é uma complicação que pode ser debilitante. O Dr. Levine ajudou um paciente de Dallas a voltar a uma vida normal:

Esse tratamento é apenas uma das maneiras que podemos curar a doença, a pesquisa do coração e as viagens espaciais se conectaram ao longo do trabalho do Dr. Levine. O sucesso do pouso na lua em 1969 foi uma influência inicial em sua carreira.

“Como a maioria das crianças na década de 1960, todos se reuniram para assistir a transmissão em preto e branco. Para uma criança interessada em ciência, este era o auge da vida”, disse o Dr. Levine. “O programa espacial sempre foi uma forte atração para mim. Eu gostava de pensar sobre os limites da capacidade humana e o que poderia ser.”

Esse interesse inicial levou o Dr. Levine à pesquisa espacial no campo da cardiologia, e começou a trabalhar com o programa de ônibus espaciais em 1991.

“Nós colocamos um cateter no coração de um astronauta – foi o ex-membro do corpo docente da UT Southwestern Dr. Drew Gaffney – e o enviamos ao espaço. Provavelmente foi o cateterismo de coração mais caro de todos os tempos”, recordou o Dr. Levine. “Muito da nossa pesquisa inicial foi dedicada a entender por que os astronautas desmaiam quando retornam do espaço. Agora, podemos impedir que isso aconteça.”

O estudo foi financiado pela NASA e publicado pela American Heart Association. Dr. Levine detém o Distinguished Professorship em Exercise Science na UT Southwestern.

Outros pesquisadores da UT Southwestern que contribuíram para o estudo incluem: Dr. Qi Fu, Professor Associado de Medicina Interna; e Beverley Adams-Huet, Professor Assistente de Ciências da População e Dados e Medicina Interna.

Fonte da publicação: EurekAlert!

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