Homens são mais propensos a precisarem de massagem cardíaca

Quando a questão é a probabilidade de receber massagem cardíaca (CPR) durante um evento de arritmia ou ataque cardíaco, o seu sexo pode decidir o resultado. De acordo com uma nova pesquisa na Penn Medicine, no Centro de Ciência de Ressuscitação (Center for Resuscitation Science) que está sendo apresentada na Associação Americana do Coração (American Heart Association Scientific Sessions 2017), homens são a maioria dos casos em que sujeitos precisam receber – e recebem – massagem cardíaca de um estranho.

“Por descobrir essa disparidade, seremos capazes de pensar em novos jeitos de treinar e educar o público em como, quando e por que administrar socorro para salvar mais vidas tanto de mulheres quanto de homens”, disse a autora Audrey Blewer, MPH, diretora-assistente dos Programas Educacionais no Centro de Ressuscitação.

Pesquisadores avaliaram 19,331 ocorrências cardíacas usando dados do Consórcio de Resultados de Ressuscitação (Resuscitation Outcomes Consortium), uma rede de centros clínicos regionais nos Estados Unidos e Canadá que estudam os tratamentos aplicados fora dos hospitais a ataques e traumas cardíacos, chegando à conclusão de que 45% dos homens receberam primeiros-socorros contrastando apenas com 39% das mulheres. Ainda que primeiros-socorros em público sejam raros, vindo de desconhecidos, homens ainda possuem uma chance de 1,23 vez a mais de serem socorridos, e quando são também possuem duas vezes mais chances de sobreviver ao ocorrido.

“A parte mais importante destes dados é que precisamos achar jeitos melhores e mais efetivos de educar o público em geral na importância de prestar socorro imediato, e a importância de não se sentir constrangido por fatores como sexo, idade ou mesmo o peso da pessoa em questão”, disse o autor-sênior Benjamin Abella, MD, MPhill, diretor do Centro de Ciência da Ressuscitação da Pensilvânia e professor de Emergência Médica na Escola de Medicina Perelman, Universidade da Pensilvânia. “Esse estudo e outras investigações feitas pela nossa equipe estão apenas agora começando a decifrar os dados nas taxas de primeiros-socorros prestados, disparidades de treinamento, sobrevivência a ataques cardíacos e a compreensão geral do público quanto à importância da rápida intervenção em casos como esses.

Enquanto analisavam a taxa de socorros prestados em locais públicos, a equipe também pesquisou as possíveis disparidades de auxílio prestado dentro de casa. Curiosamente, não houve diferença significativa entre sexos: 35% das mulheres e 36% dos homens receberam massagem cardíaca dentro de casa. Ainda que mais pesquisa seja exigida, estes resultados podem denunciar um constrangimento em aplicar CPR (reanimação cardiorrespiratória) em uma mulher desconhecida em público por causa das diferenças físicas. “Não importa a diferença entre os sexos ou a anatomia, aplicar CPR durante uma crise cardíaca é algo extremamente importante, visto que duplica e em alguns casos até mesmo triplica a chance do paciente sobreviver”, disse Blewer.

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Este estudo foi patrocinado pela Projeto de Pesquisas Clínicas da Associação Americana do Coração. Shaun K. McGovern, coordenador de pesquisas clínicas no Centro de Ciência da Ressuscitação também é um dos autores desta pesquisa.

Penn Medicine é um dos maiores centros acadêmicos médicos do mundo, dedicado a missões envolvendo educação médica, pequisa biomédica e excelência em cuidado aos pacientes. Penn Medicine abrange a Escola de Medicina Raymond e Ruth Perelman na Universidade da Pensilvânia (fundada em 1765, a primeira universidade médica da nação) e o Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia, que juntos formam uma empresa de mais de $6.7 bilhões de dólares.

A Escola de Medicina Perelman esteve entre as cinco melhores universidades médicas dos Estados Unidos desde os últimos vinte anos, de acordo com a U.S. News & World Report e suas pesquisas no ramo. A universidade está com frequência entre as maiores do país que recebem o patrocínio dos Institutos Nacionais de Saúde, com $392 milhões arrecadados durante o ano passado (2016).

O Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia inclui: o Hospital da Universidade da Pensilvânia e Centro Médico Presbiteriano (que é reconhecido como um dos hospitais mais louváveis dos Estados Unidos pela U.S. News & World Report), Hospital do Condado de Chester, Centro de Saúde Lancaster, Asilo da Pensilvânia em Wissahickon e o Hospital da Pensilvânia, o primeiro hospital do país, fundado em 1751. Outros hospitais afiliados incluem Good Shepherd Penn Partners, uma parceria entre Good Shepherd Rehabilitation Network e Penn Medicine.

Penn Medicine é comprometida a melhorar a saúde e a vida de seus pacientes através de programas e atividades em escala comunitária. No ano passado, Penn Medicine proveu $393 milhões de dólares para alcançar esse objetivo.

Fonte da matéria: https://www.eurekalert.org/pub_releases/2017-11/uops-psf111017.php
Imagem da matéria: https://985thejewel.com/cpr-survival-rates-biased-towards-men-administered-bystander/

Sobre o Autor - Gabriel Carvalho

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