Soldados sofrem de ameaças constantes à saúde mental

WASHINGTON, DC — O serviço militar expõe soldados a estresses físicos extremos, como o treinamento com elementos químicos tóxicos e o risco de dano cerebral traumático, o que pode ter profundos efeitos em sua saúde e bem-estar. Uma nova pesquisa examina os efeitos de desordens psicológicas militares e possíveis meios de tratamento, assim como um novo método de concentrar as capacidades cognitivas do cérebro para um aprimoramento no treinamento de pilotos militares. Os estudos foram apresentados hoje (12) na Neuroscience 2017, o encontro anual da Sociedade Pela Neurociência (Society for Neuroscience) e a maior fonte de notícias sobre saúde e estudos do cérebro.

Mais de 21 milhões de americanos são veteranos militares, e um número alarmante e crescente está lutando contra efeitos perpétuos de danos físicos e cognitivos, ambos relacionados a danos no cérebro. Neurologistas estão continuando a melhorar a nossa compreensão quanto aos fatores estressantes na saúde dos soldados, com o objetivo de tornar maior a sua longevidade.

As descobertas de hoje mostraram que:

  • Novatos na aeronáutica podem aprimorar a resposta visual quando em ambientes hostis estudando o movimento dos olhos dos pilotos mais experientes e o seu tempo de resposta.
  • Traumas relacionados a explosões (fragmentações, explosões, estampidos) são capazes de engrossar a amídala, danificar o lobo frontal e acelerar padrões de envelhecimento cerebral em experimentos realizados com ratos.
  • Células cerebrais transplantadas podem reparar e substituir aquelas comprometidas por algum evento traumático, revelou estudo com camundongos como cobaia.
  • Vastas falhas de comunicação entre redes de neurônios podem camuflar sintomas muito comumente relatados da Doença da Guerra do Golfo, incluindo mudanças no processamento visual, funcionamento da fala, percepção de dor e moderação do humor.

Outros recentes estudos revelam que:

  • Uma molécula responsável por estabilizar um componente estrutural crítico dos neurônios pode reverter alguns dos efeitos vistos como resultado da exposição a sarin (composto tóxico usado em armas químicas).

“Nossos soldados já arriscam-se demais para depois terem de lidar com vidas cheias de dificuldades após deixar o campo de batalha,” disse a Coronel Deborah Whitmer, DVM, PhD do Instituto Militar de Pesquisa Walter Reed. “Estes estudos aumentam nossa compreensão a respeito dos riscos às funções cerebrais que só nós sofremos em combate, assim como oferecem esperança àqueles que esperam por tratamento, adaptação e reaprendizado.”

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Esta pesquisa foi apoiada por agências de patrocínio a pesquisas como os Institutos Nacionais de Saúde assim como outras, públicas, privadas e filantrópicas ao redor do mundo. Saiba mais sobre os perigos que afetam a mente dos militares em BrainFacts.org.

A Sociedade Pela Neurociência (SfN) é uma organização de quase 37,000 cientistas e clínicos que dedicam-se aos estudos do cérebro e do sistema nervoso.

Fonte da matéria: https://www.eurekalert.org/pub_releases/2017-11/sfn-msm110917.php
Fonte da imagem: http://www.theemint.com/understanding-military-depression-symptoms/

Sobre o Autor - Gabriel Carvalho

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