O seu arroz pode te dar câncer – mas há uma solução simples

O que você faria se dissermos que um dos principais pratos da nossa culinária pode causar câncer? Foi isso que pesquisadores encontraram ao estudar o arroz, foram encontradas quantidades significativas de arsênio, um potencial causador de câncer,

O arsênio é um elemento na crosta terrestre, e está presente na água, no ar e no solo. Existe em duas formas, com a forma inorgânica considerada mais tóxica e potencialmente cancerígena. A agência americana FDA (Food and Drug Administration) vem monitorizando o nível de arsênio nos alimentos durante décadas e em 2011, após novos métodos para diferenciar as formas de arsênio, a agência expandiu seus testes para ajudar a entender melhor e gerenciar possíveis riscos no consumo alimentar dos Estados Unidos.

O arroz tem níveis mais elevados de arsênio inorgânico que outros alimentos, em parte porque, à medida que as plantas de arroz crescem, a planta e o grão tendem a absorver mais arsênio do que outras culturas alimentares. Em abril de 2016, a FDA propôs um nível de ação, ou limite, de 100 partes por bilhão (ppb) de arsênio inorgânico em cereais. Este nível, que é baseado na avaliação da FDA de um grande corpo de informações científicas, visando reduzir principalmente a exposição infantil ao arsênio inorgânico.

Já no Brasil, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP realizou uma pesquisa em 2013 que encontrou quantidades expressivas de arsênio em vários tipos de arroz consumidos no país, como o branco (polido), o arroz integral (sem polimento) e parboilizado (do inglês partial boiled, ou seja, parcialmente fervido) integral ou branco.

Nas análises, foram constatados níveis moderadamente elevados, na faixa dos 222 nanogramas (ng) de arsênio por grama (g) de arroz, acima do que a FDA permite. O tipo integral foi um dos que apresentaram maiores concentrações, já que o arsênio pode se acumular no farelo.

“Tal concentração elevada pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o câncer”, observa o farmacêutico-bioquímico Bruno Lemos Batista, autor do estudo.

Apesar da falta de fiscalização por parte de autoridades e do desconhecimento disso por boa parte da população, a boa notícia é que há maneiras simples de evitar essa contaminação, como adicionar muito mais água na panela durante a fervura ou deixar o grão de molho durante a noite e retirar a água da lavagem, como pesquisou o programa Trust Me, I’m A Doctor (“Confie em mim, eu sou um médico”), da BBC.

Referências: UOL

Sobre o Autor - Mário

 

 

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