Ansiedade pode aguçar nossa memória, mas não do jeito certo

A ansiedade pode ser um grande fator na ajuda em aprimorar a memória, diz um estudo da Universidade de Waterloo.

Um estudo conduzido por oitenta graduandos nos leva à conclusão de que níveis suportáveis de ansiedade podem ter efeitos em nossa memória que realce detalhadamente eventos passados com maior facilidade.

Também foi observado que quando níveis de ansiedade chegam a níveis elevados demais ou próximos ao medo ou pânico, nossa mente pode se recordar de detalhes anteriormente despercebidos de certas lembranças nossas e atribuí-los a um contexto negativo.

“Pessoas que sofrem de ansiedade precisam ter muito cuidado com isso”, disse a co-autora da pesquisa Myra Fernandes, professora do Departamento de Psicologia na Universidade de Waterloo. “A certo nível, existe um nível aceitável e tolerável de ansiedade que pode ser benéfico à memória, mas o que sabemos de outras pesquisas conduzidas revela que eventualmente, a ansiedade em altos níveis leva a pessoa a um ponto de ebulição, o que distorce e impacta sua memória e performance”.

Oitenta estudantes da Universidade de Waterloo completaram o experimento, sendo sessenta e quatro estudantes do sexo feminino. Metade dos participantes foram aleatoriamente selecionados para participar de um grupo de instrução de decodificação profunda e a outra metade ficou responsável pela decodificação rasa de dados. Todos os estudantes passaram por uma prova de escalas de estresse advindos da depressão e ansiedade.

Foi descoberto então que indivíduos com alta taxa de estresse e ansiedade possuíam uma aguçada sensibilidade no contexto emocional de suas memórias, mostrando que suas informações neurais haviam sido modificadas, alteradas pela emoção com a qual a memória foi associada durante o estudo.

“Trazendo à tona eventos emocionais ou pensando a respeito dos seus pontos negativos, você pode adotar um comportamento negativo ou pessimista que pode alterar a sua percepção e comportamento”, disse Christopher Lee, um candidato a Ph.D. em psicologia na Universidade de Waterloo. “Portanto, é muito importante saber por trás de qual lente emocional ou comportamento particular você pode estar vendo o mundo, e como isso pode afetar a sua percepção final das coisas.”

Fernandes também cita que isso é importante para os educadores, que é importante estar atento a fatores a níveis individuais que possam afetar o material que está sendo ensinado, e que melhorar o humor quando se está lecionando pode provar ser muito benéfico.

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Fonte da matéria: EurekAlert!
Fonte da imagem: Vice.com

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Sobre o Autor - Gabriel Carvalho

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