Cientistas desenvolvem um transistor flexível que se conforma à pele

Imagem de Capa: J. Xu et al., Science (2016)

A eletrônica portátil requer semicondutores que possam ser esticáveis, mas as existentes sacrificam geralmente a mobilidade do transporte da carga para conseguir o alongamento.

Com base nisso, pesquisadores criaram um transistor elástico que pode ser alongado ao dobro de seu comprimento com apenas mínimas mudanças em sua condutividade. O desenvolvimento é um avanço valioso para o campo da eletrônica portátil. Até à data, tem sido difícil conceber um transistor utilizando materiais inerentemente esticáveis que mantém a sua condutividade ao ser esticado. Aqui, os pesquisadores planejaram uma maneira inteligente e escalável para confinar condutores orgânicos dentro de um polímero de borracha para criar transistores elásticos.

Para tornar isso possível eles pegaram um polímero semicondutor, chamado DPPT-TT, e colocaram dentro de outro polímero, SEBS, que tem propriedades elásticas. Como os dois polímeros não gostam de se misturar uns com os outros, o DPPT-TT forma feixes finos dentro da matriz SEBS. Os autores não observaram fissuras visíveis na película após 100 ciclos de alongamento.

Transistores fabricados com essa película e nanotubos de carbono como os eletrodos podem formam um material flexível que poderia ser ligado à pele humana, por exemplo, retendo as suas propriedades condutoras quando fortemente esticado ao longo da superfície de um dedo à medida que se dobra.

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Créditos: J. Xu et al, Science (2016)

 

Os pesquisadores ainda concluem que esta abordagem geral irá avançar o desenvolvimento de semicondutores esticáveis para importantes aplicações, como aplicados diretamente na pele.

Fonte: Science

Sobre o Autor - Mário

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