Estudo Sobre Eutanásia Aponta a Necessidade de Comunicação Entre Doutor e Paciente

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Uma pesquisa mostrou que uma melhor comunicação entre paciente e doutor é necessária a respeito da morte assistida, a eutanásia, especialmente entre pacientes com a Doença de Huntington.

Este é o primeiro estudo realizado no Reino Unido (onde a eutanásia é legalizada) acerca da atitude das pessoas que possuem essa condição, que normalmente conduz o portador à demência e incapacidade de coordenação motora.

Pelo fato de ser uma doença hereditária, muito frequentemente o paciente já terá testemunhado o sofrimento causado por ela em um ente querido. O suicídio assistido é legalizado na Holanda onde vários pacientes de Huntington já escolheram tal opção entre os anos de 2007 e 2011.

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“Muitos, já tendo visto do que a doença é capaz e temendo o sofrimento prolongado e desnecessário, veem nessa solução um ato de compaixão para com as suas famílias.”

A doutora Jane Simpson da Universidade de Lancaster disse: “Nossos estudos sugerem que pessoas com o gene causador da doença de Huntington estariam abertos a falarem sobre o assunto, mas sentem não ter espaço para a discussão”. O estudo também apontou para a importância dos pacientes sentirem um equilíbrio no dilema entre receberem apoio e lidarem com a angústia e medo da morte.

Anna, um pseudônimo, disse: “É realmente algo difícil de lidar, de encontrar uma harmonia. E eu sei que médicos encaram esse mesmo dilema, assim como meus amigos e minha família.”

Muitos, já tendo visto do que a doença é capaz e temendo o sofrimento prolongado e desnecessário, veem nessa solução um ato de compaixão para com as suas famílias. Os pacientes acreditam que essas decisões recaem somente a eles, caso a oportunidade de decidir lhes fosse dada.

Outra paciente de nome Mary disse: “Se alguém está são e consciente, e as pessoas podem compreender os seus desejos e vontades, eu acho que é um forte indicativo de que seu desejo deveria também ser seu direito.”

A perda da independência, personalidade e até sentido foram considerados os fatores principais nos aspectos das consequências da doença que pode levar a uma decisão extrema como a eutanásia. Dr. Simpson também acrescentou: “O medo de perder a si mesmo, assim como o medo da dor ou da aceleração dos sintomas parecem ser os principais motivos para que os pacientes desejem que uma solução tão drástica lhes esteja disponível.”

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Fonte da matéria:
https://www.eurekalert.org/pub_releases/2017-12/lu-pwh120717.php
Fonte da imagem:
http://www.snpcultura.org/eutanasia_quero_exprimir_vos_o_meu_sincero_temor.html

Sobre o Autor - Gabriel Carvalho

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