Células cancerígenas tem Alzheimer?

Imagem de capa: National Cancer Institute

No desenvolvimento de doenças neurológicas – como Parkinson e Alzheimer – os chamados “corpos amiloides, que se tratam de agregados de proteínas que prejudicam sua função, tem um papel bastante importante. Porém, um estudo recentemente publicado no periódico Developmental Cell descobriu que esses corpos amiloides também são encontrados em células cancerígenas. O achado é extremamente empolgante, porque abre novas possibilidades de tratamento ao permitir que sejam aplicados conhecimentos do tratamento do Alzheimer na área de câncer.

Os corpos amilóides foram encontrados em células cancerígenas dormentes. Quando estes corpos eram desintegrados, a célula tornava-se novamente ativa, voltando a se replicar, realizar atividades metabólicas e promover danos. Os corpos amiloides são uma resposta celular à situações de estresse – eles reduzem a atividade da célula quando há escassez de recursos, permitindo-a manter-se viável por algum tempo. A longo prazo, porém, ela se torna prejudicial para a célula – e, no caso de células cancerígenas, o que é ruim para elas é bom para o paciente.

Portanto, a esperança da equipe da University of Miami é que seja possível impedir essa degradação dos corpos amiloides, ou que seja possível incentivar a célula cancerígena a formar estes corpos, de forma que ela fique dormente indefinidamente. Possíveis formas de intervir sobre esse processo seria através do chamado “ribossome intergenic noncoding RNA”, que regula a síntese dos corpos amiloides. Outra possível via de tratamento seria a inibição da “heath-shock chaperone pathway”, que é a responsável pela degeneração dos corpos amiloides em células cancerígenas, de acordo com os achados dos pesquisadores.

Fonte: EurekAlert

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