Teoria alternativa para origem da vida ganha novas evidências

Imagem de capa: Autor desconhecido, extraída da internet

Uma das teorias vigentes para a origem da vida é a chamada “Hipótese do Mundo RNA”. RNAs são moléculas muito semelhantes ao DNA, mas de composição diferente e de fita única (diferente do DNA, que possui dupla fita) e que, a grossíssimo modo, servem como “mensageiros” dos comandos do DNA – ou seja, a expressão do DNA decide quais respostas uma célula vai desempenhas, e o RNA carrega essa mensagem do núcleo da célula para o citoplasma celular, onde essa mensagem será lida e proteínas serão sintetizadas. A Hipótese do Mundo RNA propõe que o RNA foi a primeira molécula de vida a existir, e que essa, eventualmente, evoluiu para o DNA como temos hoje.

Segundo esta hipótese, formas de vida unicelulares primordiais possuíam núcleos de RNA e desenvolveram formas rudimentares de enzimas e proteínas que, por sua vez, teria auxiliado o RNA a evoluir para o DNA. Entre essas duas etapas, organismos antigos teriam passado por um estágio intermediário, com seus núcleos possuindo fitas duplas mistas de RNA e DNA. No papel, a história faz sentido.

Porém, um estudo publicado no dia 21 de setembro no periódico Angewandte Chemie encontrou um furo na história: Essas “quimeras” de RNA-DNA não são tão estáveis quanto moléculas de puro DNA, o que prejudicaria sua capacidade de replicação e de transmissão de informação. Nesse caso, moléculas mais estáveis teriam sido mais evolutivamente vantajosas, e as quimeras de DNA-RNA desapareceriam.

Portanto, este estudo dá suporte à uma teoria alternativa, já proposta anteriormente: Que o DNA e o RNA teriam evoluídos paralelamente e simultaneamente. Desta forma, o DNA poderia “dar suporte” ao RNA quando as duas moléculas entrassem em contato, eventualmente formando o sistema de transcrição e tradução gênica que conhecemos hoje, permitindo o desenvolvimento de funções mais complexas.

Fontes: Angewandte ChemiePhys.org

Sobre o Autor - Lucas Rosa.png

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