Exoluas podem abrigar vida extraterrestre

Luas orbitando planetas fora do nosso sistema solar podem oferecer outra pista a respeito da quantidade de planetas capazes de abrigar vida extraterrestre, de acordo com um astrofísico da Universidade de Londres.

Exoplanetas são planetas que residem fora do nosso sistema solar e até agora aproximadamente 4,000 deles já foram descobertos. Apenas uma pequena fração destes tem a probabilidade de abrigar vida existindo no que é conhecido como sua zona habitável. Contudo, alguns planetas, especialmente gigantes de gás, podem ter orbitando ao seu redor luas onde talvez seja possível encontrar água líquida.

O doutor Sutton diz: “Essas luas podem ser internamente aquecidas pela força gravitacional do planeta em torno do qual orbitam, o que pode levar a terem água líquida bem além da estreita zona habitável dos planetas onde estamos atualmente tentando encontrar condições próximas da Terra. Eu creio que, se conseguirmos encontrá-las, essas luas serão uma oportunidade mais promissora para a descoberta da vida extraterrestre.”

Esse interesse inspirou a mais recente pesquisa do Dr. Sutton, que concentrou-se na possibilidade de luas orbitando o exoplaneta J1407b, analisando a possibilidade de terem causado rupturas no sistema do anel do planeta.

Por causa do tamanho e distância da Terra, exoluas são muito difíceis de serem detectadas. Cientistas só são capazes de encontrá-las olhando ao redor por efeitos que sua presença possa causar nos objetos ao redor, como aneis planetários.

Sutton também executou simulações pelo computador para modelar os aneis em torno de J1407b, duzentas vezes maiores do que os aneis de Saturno. Forças gravitacionais entre partículas são calculadas e usadas para atualizar as posições, velocidades e acelerações dos modelos do planeta e seu sistema no computador. Ele então adicionou o modelo de uma lua orbitando em várias frequências fora dos aneis para testar quais eram os intervalos e rupturas formadas após cem períodos orbitais.

Os resultados revelaram que, ainda que a lua orbitante tenha parte no efeito de separação de partículas ao longo da orla de seu anel, é improvável que as rupturas na estrutura do anel tenham sido causadas por forças gravitacionais de uma lua ainda não descoberta fora do sistema dos aneis.

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Fonte da matéria: EurekAlert!
Fonte da imagem: India Today

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